
Outra conclusão interessante do estudo “How People Around the World View AI”, do Pew Research Center, já noticiado aqui, é que mais pessoas confiam na União Europeia para regular a IA do que nos Estados Unidos ou na China.
De acordo com a pesquisa, 53% dos adultos dos países analisados afirmam confiar na União Europeia para regular a inteligência artificial de forma eficaz, enquanto 34% dizem não confiar.
Nos Estados Unidos, a mediana foi de 37% que confiam e 48% que não confiam. Já em relação à China, apenas 27% demonstram confiança, enquanto 60% não confiam que o país regule a IA de forma adequada.

Esses resultados parecem refletir as diferenças de abordagem regulatória entre as regiões. Enquanto EUA e China priorizam a inovação e o desenvolvimento da indústria — frequentemente com menor ênfase na mitigação de riscos —, a União Europeia adota uma postura mais rigorosa para regular a IA, com foco em segurança, ética e controle de riscos considerados altos ou inaceitáveis.
A percepção pública captada pelo estudo sugere que esse histórico regulatório mais robusto da Europa tem fortalecido sua legitimidade aos olhos da população global quando o tema é regular a inteligência artificial.
🔹 Quer entender melhor como funciona a regulação nos EUA? Leia nosso artigo: Regulação da IA nos EUA: como funciona
🔹 Ou acesse [Europa] para saber mais sobre o modelo europeu de regulação da IA.



