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Nova Executive Order dos EUA busca bloquear leis estaduais de IA

Redação 17/12/2025 4 minutes read

Como já discutimos aqui, diversos estados norte-americanos vêm avançando na criação de suas próprias leis estaduais de IA diante da ausência, até o momento, de um marco regulatório federal abrangente. Califórnia e Nova York são os exemplos mais emblemáticos desse movimento, com propostas e leis que impõem obrigações relevantes de transparência, testes de segurança e responsabilização de sistemas de IA.

Esse cenário, no entanto, tem gerado crescente preocupação no governo federal. A proliferação de legislações estaduais — potencialmente até 50 regimes regulatórios distintos — é vista como um risco à coerência normativa nacional e como um obstáculo à política federal adotada de evitar uma regulação rígida da IA, privilegiando a inovação, a experimentação regulatória e o surgimento de novos modelos de negócios.

Na visão da Casa Branca, esse emaranhado regulatório poderia comprometer a competitividade das empresas americanas e, por consequência, a liderança global dos Estados Unidos no desenvolvimento e na adoção de tecnologias de IA.

A Executive Order e as leis estaduais de IA

Para enfrentar esse problema, o Presidente dos Estados Unidos assinou, em 11 de dezembro de 2025, a Executive Order intitulada “Ensuring a National Policy Framework for Artificial Intelligence”. A ordem executiva estabelece uma estratégia explícita de contenção e harmonização das iniciativas estaduais, reforçando a primazia da política federal no tema.

Entre as principais determinações da EO, destacam-se:

  1. Em até 30 dias, o Attorney General deverá contestar judicialmente (challenge) leis estaduais de IA consideradas inconsistentes com a política e o arcabouço regulatório federal.
  2. Em até 90 dias, o Secretary of Commerce deverá publicar uma avaliação abrangente das leis estaduais de IA em vigor, identificando aquelas consideradas excessivamente onerosas ou em conflito direto com os objetivos federais.
  3. Também em até 90 dias, o Secretary of Commerce deverá emitir um Policy Notice especificando as condições sob as quais estados poderão ser elegíveis a recursos federais, criando, na prática, um instrumento de incentivo financeiro para alinhamento regulatório.
  4. Em até 90 dias, o Chairman da Federal Trade Commission (FTC) deverá emitir um policy statement esclarecendo como a proibição de unfair and deceptive acts or practices prevista no FTC Act será aplicada a sistemas e serviços de IA.
  5. Por fim, o Special Advisor for AI and Crypto, em conjunto com outros órgãos federais, deverá preparar uma recomendação legislativa com vistas à criação de um marco federal uniforme de regulação da IA, que sirva como referência nacional e limite a atuação regulatória dos estados.

Reações e controvérsias

A Executive Order gerou reação imediata de estados, legisladores locais e organizações da sociedade civil. As críticas concentram-se em dois eixos principais. De um lado, há quem veja a iniciativa como uma tentativa de desregulamentar a IA por via indireta, enfraquecendo normas estaduais voltadas à proteção de consumidores, trabalhadores e grupos vulneráveis. De outro, há preocupações institucionais mais amplas sobre o federalismo norte-americano, especialmente quanto aos limites da intervenção federal sobre competências tradicionalmente exercidas pelos estados.

Para esses críticos, a EO pode abrir precedentes perigosos ao utilizar mecanismos como condicionamento de verbas federais e judicialização sistemática para restringir a autonomia regulatória estadual, com potenciais impactos sobre a governança democrática e a proteção de direitos fundamentais.

O que vem pela frente

A disputa entre estados e governo federal indica que a regulação da inteligência artificial nos EUA entrará em uma nova fase, marcada por conflitos jurídicos, negociações políticas e, possivelmente, por decisões judiciais de grande relevância constitucional. O desfecho desse embate será determinante não apenas para o futuro da IA no país, mas também para o papel dos Estados Unidos no cenário regulatório global.

Continuaremos acompanhando de perto o desenrolar da regulação de IA nos EUA aqui: EUA.

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