
A Pax Silica é uma iniciativa estratégica liderada pelos Estados Unidos que busca estabelecer uma cadeia de suprimentos segura, resiliente e orientada à inovação, abrangendo desde minerais críticos e insumos energéticos até manufatura avançada, semicondutores, infraestrutura de IA e logística global.
A proposta parte do reconhecimento de que a IA depende de uma base material altamente concentrada e vulnerável, o que a torna suscetível a choques econômicos e pressões geopolíticas. Nesse contexto, um dos objetivos centrais da Pax Silica é reduzir dependências coercitivas nas cadeias globais de suprimentos, especialmente aquelas passíveis de exploração geopolítica no âmbito da competição estratégica com a China.
A Pax Silica representa, assim, uma tentativa de organizar um ecossistema tecnológico entre nações parceiras, capaz de sustentar o desenvolvimento e a implementação de tecnologias transformadoras em larga escala, ao mesmo tempo em que mitiga riscos estratégicos associados à concentração de capacidades críticas.
O primeiro Pax Silica Summit reuniu representantes governamentais e stakeholders estratégicos do Japão, Coreia do Sul, Singapura, Países Baixos, Reino Unido, Israel, Emirados Árabes Unidos e Austrália. O encontro também contou com contribuições de Taiwan, União Europeia, Canadá e da OCDE, ampliando o diálogo para além do núcleo inicial de países e reforçando o caráter multinacional da iniciativa.
Em essência, a Pax Silica funciona como um contraponto direto à estratégia chinesa de controle e expansão sobre cadeias tecnológicas críticas. Ao coordenar países aliados em torno de semicondutores, infraestrutura de IA e insumos estratégicos, os Estados Unidos buscam consolidar sua liderança tecnológica, reduzir vulnerabilidades estruturais e limitar a capacidade da China de exercer influência coercitiva sobre esses setores-chave.
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