
A crescente discussão sobre a regulação da Inteligência Artificial (IA) em diferentes países está diretamente relacionada aos riscos que essa tecnologia pode gerar. Com o avanço e a disseminação dos sistemas de IA em diversos setores, surgem preocupações que abrangem desde aspectos técnicos até impactos sociais, econômicos, ambientais e éticos.
A seguir, apresentamos resumidamente os principais riscos associados à IA:
Segurança: refere-se às vulnerabilidades dos sistemas de IA, que podem ser exploradas de forma maliciosa, resultando em fraudes, manipulação de modelos (ataques adversariais) ou uso indevido em aplicações críticas, como defesa e vigilância.
Privacidade: envolve o risco de coleta, processamento e compartilhamento indevido de dados pessoais, especialmente em sistemas que utilizam grandes volumes de informações sensíveis para treinamento.
Governança de dados: diz respeito à qualidade, integridade, rastreabilidade e origem dos dados usados nos modelos — elementos essenciais para evitar vieses e garantir a confiabilidade das saídas geradas pela IA.
Transparência e explicabilidade: refere-se à necessidade de compreender como decisões automatizadas são tomadas, possibilitando auditorias, responsabilização e maior confiança por parte de usuários e autoridades.
Discriminação e vieses algorítmicos: ocorrem quando modelos de IA reproduzem ou amplificam desigualdades existentes nos dados de treinamento, afetando grupos vulneráveis ou minoritários.
Sustentabilidade ambiental: o treinamento de grandes modelos de IA demanda elevado consumo de energia e recursos computacionais, gerando impacto ambiental significativo e exigindo soluções mais eficientes e sustentáveis.
Empregabilidade: a automação impulsionada pela IA pode contribuir para o desemprego tecnológico e modificar profundamente as relações de trabalho.
Ai Psychosis: Cresce a preocupação com a dependência emocional de assistentes virtuais e o impacto psicológico de interações prolongadas com sistemas inteligentes.
Desinformação e manipulação: a IA pode ser utilizada para gerar ou disseminar conteúdos falsos — como deepfakes —, influenciando opiniões públicas e processos democráticos.
Aspectos legais e regulatórios: decorrem da ausência de marcos jurídicos atualizados e dos novos dilemas que a IA gera, como responsabilidade civil, direitos autorais, propriedade intelectual e governança algorítmica.
Na nossa seção de Riscos, acompanharemos mais detalhadamente as últimas informações sobre cada um desses temas, com o objetivo de compreender melhor os potenciais problemas decorrentes da IA. Também traremos informações sobre testes, auditorias e avaliações que ajudam a reduzir os impactos negativos e promover o uso responsável da IA.



