
O governo do Reino Unido anunciou a expansão de sua meta nacional de capacitação em IA, elevando o objetivo de 7,5 milhões para 10 milhões de trabalhadores requalificados até 2030.
A iniciativa é realizada por meio do AI Skills Hub, plataforma proprietária do governo que oferece treinamentos gratuitos e práticos em IA, voltados ao uso no ambiente de trabalho e abertos a todos os adultos. O programa opera em parceria com grandes atores do ecossistema tecnológico e institucional, incluindo Google, Microsoft, Amazon, NHS, techUK e a Universidade de Oxford.
Os cursos são curtos, aplicados e focados em casos de uso cotidianos — como automação de tarefas, análise de dados, produtividade e tomada de decisão assistida por IA — o que reduz barreiras de entrada e acelera a adoção prática da tecnologia. Desde seu lançamento, o AI Skills Hub já contabiliza mais de 1 milhão de conclusões, indicando forte adesão e demanda latente por capacitação em IA.
A estratégia britânica busca ser um mecanismo de ajuste frente à automação e à adoção de novas tecnologias, que tendem a gerar desemprego. Embora tais medidas possam gerar ganhos financeiros de curto prazo, elas implicam naturalmente no desafio estrutural da transição do trabalho.
O caso britânico sinaliza que investir preventivamente em requalificação pode ser economicamente mais sustentável do que reagir com cortes ex post. Por outro lado o programa evidencia uma lacuna global: a maioria dos países ainda carece de uma estratégia unificada para os trabalhadores atingidos pelo desemprego resultante da IA.



