
A imprensa portuguesa noticiou que o economista Philippe Aghion, laureado com o Prêmio Nobel de Economia, fez críticas à forma como a União Europeia tem conduzido a regulação da inteligência artificial – AI Act (veja aqui os principais pontos do AI Act).
Segundo Aghion, o excesso de regras pode frear a inovação e ter efeitos negativos sobre o crescimento econômico, motivo pelo qual defende reformas nas competências regulatórias.
O economista citou estudos que mostram ganhos expressivos de produtividade com a adoção da IA — em média, 14% no primeiro ano e 25% no segundo —, destacando o impacto positivo imediato da tecnologia nas empresas. Aghion também minimizou os temores sobre possíveis efeitos da IA no desemprego.
Laureado em 2025 pelo trabalho “The Theory of Sustained Growth through Creative Destruction”, Aghion demonstrou como novas tecnologias podem impulsionar o crescimento econômico de forma contínua.
As críticas ao AI Act foram feitas durante a Conference on Artificial Intelligence and Financial Stability, na sessão “Artificial Intelligence and Financial Stability: Navigating Opportunities and Risks”, organizada pelo Banco de Portugal.
Aghion junta-se a outras vozes que veem na regulação excessiva da União Europeia um dos fatores que explicam por que o bloco tem ficado atrás dos Estados Unidos e da China na corrida global pela liderança em inteligência artificial. Para esses críticos, a ênfase europeia em controle e conformidade — embora importante — acaba desestimulando o investimento e a experimentação, elementos fundamentais para o avanço tecnológico.
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